quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Libertino

O filme começa com John Wilmot (Johnny Depp), segundo Conde de Rochester, em um monólogo. Ele diz, logo no início, diretamente para a câmera: "Vocês não vão gostar de mim". Na Inglaterra de 1660, o então rei Charles II (John Malkovich) pede a Wilmot, um gênio literário, que escreva uma peça magistral que seja a marca de seu reinado e impressione a corte francesa. No entanto, Johnny - o libertino - é um jovem rebelde e provocador, partidário da liberdade e da libertinagem, que escandalizou a corte inglesa no século 17 ao quebrar todas as regras de sua época e ridicularizar a nobreza com sátiras e poemas sexualmente explícitos.

A partir dessa informação, dá para ter uma idéia do que acontece com a peça encomendada pelo rei Charles II...

"Tentei dizer a verdade, mas fui traído", diz Wilmot em seu leito de morte.

Como todo aquele que se recusa a fazer parte da mentira da maioria, das aparências da sociedade, ele assustou, chocou e enojou. Mas - ironicamente - foi aplaudido de pé em uma peça sobre sua vida, encenada após sua morte.


O filme termina com mais um monólogo:

"E finalmente, ali ele jaz, o convertido no leito de morte, o devasso crente. Eu não sabia me conter, não é? Dê me vinho, eu bebo tudo e jogo a garrafa vazia no mundo. Mostre-me Nosso Senhor Jesus em agonia e subo na cruz, tiro seus pregos e os coloco em minhas mãos. Aqui vou eu, arrastando-me do mundo com minha saliva fresca sobre a Bíblia. Olho a cabeça de um alfinete e vejo anjos dançando. E então, gostam de mim agora?"

Nenhum comentário:

Postar um comentário