segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Início do Fim

Começarei pelo fim
Pelo início do longo processo
Começarei pelo fim
Espero haver regresso
Recomeço
Do início me despeço
O início do antigo processo

Há um verso
Existiram tantos mais
Dê-me um último, eu peço
Aquele verso
Que nunca satisfaz
Mas alude um novo ingresso
Nunca haverá excesso
Satisfazer, jamais

Na extremidade do tempo
Não há começo, confesso
A morte do início inaugura
O regresso, apenas o regresso
Á origem do verso

Talvez não haja volta
Talvez seja inverso
Quem sabe um novo verso?

Talvez a espera seja constante
E o fim persevere
Consinto
Porém, imploro
Ao meu pedido considere
Mesmo sucinto
Será auspicioso,
Mesmo que por um instante

Contrariado, começo o fim
Iniciado foi o processo
Sei que não haverá regresso
Temo o mal que virá sobre mim
Enfim,
Irreparável e irreversível será, sempre,
Tanto o começo quanto o fim.



Thais Vieira

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mensagens em fumaça eram muito usadas pelos indígenas norte-americanos como meio de comunicação para evitar que os soldados norte-americanos soubessem o que eles estavam planejando.

Quer fazer o mesmo, via internet? Vá ao site Mapmsg, escolha um local de origem no
Google Maps
, escreva sua mensagem e depois a envie à seus amigos via e-mail ou a exiba aos leitores do seu blog.

Eu escolhi mandar meu sinal de fumaça das lindas cataratas Vitoria, situadas no Rio Zambeze, na África.

Para vê-la, basta clicar no link abaixo.

Bem-Vindo ao Blog Docinho!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os livros mais finos do mundo

Meus pensamentos, por Carla Perez
(3 páginas, com gravuras grandes)

BBBs Talentosos, por Pedro Bial
(4 páginas, preenchidas apenas com poesias de Bial)

Como seleciono atrizes, pelo diretor do Zorra Total
(2 páginas, com desenhos feitos a mão pras meninas entenderem)

As coisas que me lembro - minha autobiografia, por Marcelo D2
(10 páginas. Várias frases incompletas. Termo recorrente: “do que eu tava falando mesmo?”)

Segredos do meu sucesso, por Paris Hilton
(12 páginas. Muitas fotos do pai e dos namorados. Encartado um dvd com um home vídeo que explica o título do livro)

As pessoas que gostam de mim, por Galvão Bueno
(5 páginas, tiragem especial para familiares)

Por Piangers.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

‘Detalhe,


Cada detalhe tem seu importante e
Inesquecível papel,
Num sonho distante
Ou numa realidade abaixo do céu!
...
Como detalhe eu preciso ser:
Essencial e ignorado,
Visto, porém, quase nunca notado,
Necessário, mais que desejado.
...
Discreto, o detalhe sempre faz,
Quieto, prefere não se mostrar.
Seu silêncio, desconforto trás
Aos grandes que temem no esquecimento ficar.
...
O detalhe não deseja mudar,
Posição de destaque não almeja alcança.
Basta sua participação ninguém desprezar
Para, sua vida, que não passa de detalhe, ele continuar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Eu Não Existo Sem Você,,
Vinícius de Moraes


Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você


Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

sexta-feira, 20 de março de 2009

DOCE VAMPIRA

Pensa numa pessoa lokaaaaaa e sonhadora
.... hahaha sô eu nãooooooooo....aff aff...


Essa eh pra tu, vc sabe q eh tu, aliás, metade de tu neh, pq a outra metade ta aqui rs..

;-)

"DOCE VAMPIRA"



quinta-feira, 19 de março de 2009

MEU NÍVERRR....HOJEEEEE....

Galerinhaaa do meu coração, hoje eu faço mais um ano de vida hehehe.. kibom!
Deus me deu um ano mais pra encher todossss vcs.. aff aff.. já era....


Agora.. espia só eu aí embaixo há mtos anos atrás, ki fofaaaaaaa!!!!
Tadinha da minha mãe que devia ter dor nas costas pra me carregar!




quarta-feira, 11 de março de 2009


" Ter má fama quando morto não me importa."
(Eurípedes)


"A boa fama é tão perigosa quanto a má."
(Diego de Saavedra Fajardo)

Metade
Composição: Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

domingo, 1 de março de 2009

Eu bebê hehe


Olha aí.... hehe eu qdo era pequenininha ainda....
apesar de que eu nunca fui mto pequena ne.. mesmo ao nascer kkkkkkk

Meu níver ta chegando galera, dia 20 de março hein.....

beijosssss

sábado, 14 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Adaptações da lei de Murphy

PRINCÍPIO DO EMPREGO - Você procura emprego por dois meses.
Quando acha um, no mesmo dia recebe mais três ligações oferecendo trabalho!

AXIOMA DA FILA - Quanto mais tempo você fica na fila, maior a probabilidade de estar na fila errada.

REVESES DA LEI DOS FUMANTES - No ponto de ônibus, acende-se o cigarro e o ônibus chega.

LEI DA SOUZA CRUZ - A tendência da fumaça de um cigarro, charuto ou cachimbo soprar na cara de uma pessoa varia na razão direta da aversão dessa pessoa ao tabagismo.

PRIMEIRA LEI DOS AEROPORTOS - A distância até a porta de embarque é inversamente proporcional ao tempo que resta para pegar o vôo.

LEI DO CAFÉ AÉREO - Basta a aeromoça servir o café pro avião entrar em turbulência.
(Explicação técnica da Lei do Café Aéreo: servir café em avião causa turbulência)

PRINCÍPIO DA BAGAGEM - Não importa a esteira de bagagem em que você esteja,suas malas sempre sairão em outra.

DILEMA DA DATILÓGRAFA - Se você aperta duas teclas do teclado ao mesmo tempo, a que você apertou sem querer é aquela que vai aparecer na tela.

LEI DO ESPORTE - O melhor lance da partida acontece quando você está olhando para o placar, foi apertado ao banheiro, ou está comprando uma cerveja.

LEI DA RELATIVIDADE - Cinco minutos demoram um minuto ou meia hora para passar, dependendo de que lado você está da porta trancada do banheiro.



PRINCÍPIOS DE GRAHAM BELL:

1 - O telefone sempre toca quando você está tentando abrir a porta e não encontra a chave certa.

2 - Você somente conseguirá chegar do banho ao telefone a tempo de tirar o fone do gancho e ouvir o clique do outro lado.


POSTULADO DA TELEFONISTA: Quando você disca um número errado, a linha nunca está ocupada.

LEI DA CAMA - Quem ronca sempre dorme primeiro.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Libertino

O filme começa com John Wilmot (Johnny Depp), segundo Conde de Rochester, em um monólogo. Ele diz, logo no início, diretamente para a câmera: "Vocês não vão gostar de mim". Na Inglaterra de 1660, o então rei Charles II (John Malkovich) pede a Wilmot, um gênio literário, que escreva uma peça magistral que seja a marca de seu reinado e impressione a corte francesa. No entanto, Johnny - o libertino - é um jovem rebelde e provocador, partidário da liberdade e da libertinagem, que escandalizou a corte inglesa no século 17 ao quebrar todas as regras de sua época e ridicularizar a nobreza com sátiras e poemas sexualmente explícitos.

A partir dessa informação, dá para ter uma idéia do que acontece com a peça encomendada pelo rei Charles II...

"Tentei dizer a verdade, mas fui traído", diz Wilmot em seu leito de morte.

Como todo aquele que se recusa a fazer parte da mentira da maioria, das aparências da sociedade, ele assustou, chocou e enojou. Mas - ironicamente - foi aplaudido de pé em uma peça sobre sua vida, encenada após sua morte.


O filme termina com mais um monólogo:

"E finalmente, ali ele jaz, o convertido no leito de morte, o devasso crente. Eu não sabia me conter, não é? Dê me vinho, eu bebo tudo e jogo a garrafa vazia no mundo. Mostre-me Nosso Senhor Jesus em agonia e subo na cruz, tiro seus pregos e os coloco em minhas mãos. Aqui vou eu, arrastando-me do mundo com minha saliva fresca sobre a Bíblia. Olho a cabeça de um alfinete e vejo anjos dançando. E então, gostam de mim agora?"

domingo, 25 de janeiro de 2009

Chico Buarque - Futuros Amantes



Aqui tá a letra dessa música lindona do Chico:


Futuros Amantes

Composição: Chico Buarque


Não se afobe, não
Que nada é pra já

O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

domingo, 18 de janeiro de 2009

Os 10 costumes mais estranhos da história

Grande parte destas tradições está agora extinta, ou quase, e a maioria desafia nossa compreensão parecendo bárbaras ou sem sentido.

Esses são os 10 costumes mais bizarros da história da humanidade.


10 – Geishas




Geishas são tradicionais artistas japonesas cuja função é entreter seus clientes. Contrário à crença popular, geishas tradicionais não são prostitutas e não oferecem sexo como um de seus serviços.

Em 1900 havia cerca de 25.000 geishas no Japão. Hoje estima-se que haja apenas 100. Diferente de antigamente, as geishas de hoje não são vendidas quando crianças para as okiya (casas de geisha). Tornar-se uma geisha hoje é completamente voluntário. O treinamento, entretanto, continua tão rigoroso quanto antes e exige das jovens determinação e comprometimento para aprender dança tradicional, canto, música, literatura, poesia, a tradicional cerimônia do chá e mais.


9 – Concubinato




Concubinato é uma relação semi-matrimonial entre uma jovem e um homem de maior status social. Tipicamente o homem tem uma mulher oficial além de uma ou mais concubinas.
As concubinas têm direito a algum apoio do homem e seus filhos são publicamente reconhecidos como dele (embora considerados de classe inferior aos filhos da esposa oficial).
O concubinato geralmente é voluntário, da parte da noiva e/ou de sua família, visto que oferece à mulher meios de sobrevivência e estabilidade econômica.


8 – Duelos



Praticado entre os séculos 15 e 20 nas sociedades ocidentais, o duelo é um combate consensual entre duas pessoas, com armas letais equivalentes, de acordo com regras explicita ou implicitamente expostas, em razão de alguma questão de honra.
O duelo normalmente nasce do desejo de uma das partes, o desafiante, de reparar um insulto à sua honra. O objetivo do duelo não é simplesmente matar, mas sim restaurar a honra pelo envolvimento voluntário em uma situação de risco de morte.
Embora fosse geralmente ilegal, na maioria das sociedades o duelo era socialmente aceito, os participantes raramente eram processados e, se fossem, não eram condenados.
Somente cavalheiros detinham a honra necessária para participar de um duelo. Se um cavalheiro fosse insultado por alguém de classe inferior, ele não o desafiaria para um duelo, simplesmente o surraria com um chicote, bengala ou ordenaria que alguns de seus servos o fizessem.
Hoje, os duelos são ilegais em quase todos os países do mundo.


7 – Sacrifício Humano



Sacrifício Humano é o ato de matar uma pessoa como oferenda a alguma divindade ou outro poder, normalmente de origem sobrenatural. Era uma prática comum em várias culturas antigas, com o ritual variando entre elas. As vítimas eram mortas seguindo-se um ritual de forma a supostamente agradar os deuses ou espíritos.
As vítimas podiam variar desde prisioneiros até crianças ou virgens, que eram mortas queimadas, decapitadas, enterradas vivas e etc.
Com o tempo o sacrifício humano se tornou uma prática menos comum, e hoje em dia ocorrências são muito raras. A maioria das religiões condena a prática e as leis em vigor geralmente a tratam como crime.
Entretanto ainda se vê casos isolados, principalmente nas áreas menos desenvolvidas do mundo.


6 – Seppuku



Também conhecido como hara-kiri, o seppuku é o suicídio ritual pela retirada das vísceras através de um corte na barriga. Era parte importante do bushido, o código dos samurais, e era cometido pelos guerreiros a fim de evitar que caíssem nas mãos inimigas ou para atenuar a vergonha.
Um daimyo (senhor feudal) tinha o poder de ordenar que algum de seus samurais cometesse o seppuku. Em alguns casos permitiam-se que guerreiros em desgraça cometessem o seppuku ao invés de serem executados. Samurais femininos só podiam cometer o ritual sob permissão.
O seppuku era visto como um ato de honra e coragem, admirável em um samurai que reconhecera sua derrota, desgraça ou ferimento fatal.
Com o tempo desenvolveu-se um complexo ritual para o seppuku. O samurai banhava-se e era vestido com roupas brancas. Comia seu alimento favorito e, quando terminado, seu tantõ (punhal) era colocado sobre seu prato. Então o guerreiro preparava-se para a morte escrevendo um poema da morte. Com seu kaishakunin (auxiliar de confiança) ao lado, ele abria seu quimono e cravava a faca no abdômen, abrindo um corte da esquerda para a direita. No mesmo momento o kaishakunin faria então um daki-kubi, ou seja, deceparia a cabeça do samurai com um único golpe de espada.
O seppuku foi proibido no Japão em 1873, mas nunca parou de ocorrer.


5 – Eunucos



Eunucos são homens castrados. O termo “eunuco” é usado geralmente para se referir à homens castrados que designam algum papel social em função disso.
Os primeiros registros de eunucos datam de 21 A.C. na antiga Suméria. Desde os eunucos desempenharam vários papéis em diversas sociedades diferentes. Desde cortesãos, cantores (os famosos castrati), especialistas religiosos, oficiais do governo e comandantes militares
A função mais comum, no entanto, é a de serviçal íntimo da corte (eunuco vem do grego “guardião da cama”). Na visão da época a castração os tornavam serviçais mais submissos e mais fieis.
Na China os eunucos tinham uma posição de status. Eram os funcionários preferenciais do imperador alcançando importância e poder maiores que os dos primeiros ministros. O Imperador via sua incapacidade de ter herdeiros como garantia de que não tentariam trair o trono por poder.
No fim da Dinastia Ming, cerca de 70.000 eunucos trabalhavam no palácio imperial. O poder que alguns alcançavam era tão grande que a auto-castração teve que ser proibida em todo o país.
Em 1912 o número de eunucos a serviço do Imperador era de 470.


4 – Chanzú



Do chinês “pés atados” o Chanzú foi uma prática comum na China durante cerca de 1000 anos. Meninas, na faixa dos quatro aos sete anos, tinham os pés atados com bandagens apertadas de forma que não pudessem crescer. Com o crescimento natural, os pés comprimidos se quebravam e cicatrizavam, num círculo que só terminava na fase adulta, ficando completamente deformados.
Os “Pés de Lótus”, como eram chamados, não passavam dos 10 cm de comprimento, e eram visto como sinal de status social e elegância.
O processo era complexo e deveria ser repetido a cada dois dias. Os pés eram untados em uma mistura de ervas e sangue de animal a fim de prevenir qualquer necrose. As unhas eram aparadas para evitar infecção. Em seguida a menina tinha os pés massageados. Bandagens eram imersas na mesma mistura de sangue e ervas. Cada um dos dedos era então quebrado e enrolado firmemente na bandagem úmida. Com a secagem, estas se contraíam e puxavam os dedos na direção do calcanhar.
A cada novo processo as bandagens eram presas mais fortes, tornando o ritual sempre doloroso.
Apesar dos cuidados, as infecções eram comuns. Necroses ocorriam constantemente acarretando na perda do dedo. Com o crescimento os problemas aumentavam. Caminhar se tornava difícil. Qualquer queda poderia causar uma fratura.
No século 17 surgiram as primeiras tentativas de abolir a prática, mas foi somente com a queda da Dinstia Qing e a proclamação da Nova República da China, em 1911, que a prática foi proibida por lei.
Hoje ela é praticamente extinta, mas muitas chinesas idosas ainda carregam suas marcas.


3 - Enterro Celeste



Enterro celeste ou, ritual da dissecação, era uma prática comum no Tibet. O cadáver era cortado em pequenos pedaços e colocado no alto de uma montanha, ficando exposto aos elementos e aos animais (especialmente aves de rapina). Em tibetano a prática é conhecida como jhator, que significa literalmente “dar as almas aos pássaros”.
A maioria dos tibetanos são adeptos do budismo, que prega o renascimento. Não há necessidade de preservar o corpo, que é agora vazio. Como o terreno tibetano é rochoso e muitas vezes difícil de cavar, o enterro celeste tornou-se uma forma prática de se livrar do corpo. A prática é considerada um ato de generosidade,
Os jhator tradicionais são feitos em áreas específicas do Tibet. O processo completo é longo e caro e quem não pode paga-lo simplesmente tem o corpo deixado em alguma pedra, onde apodrecerá e será comido por animais.
O corpo é primeiro velado por monges, que entoam cânticos e queimam incensos. O desmembramento é feito por um monge. Muitas testemunhas dizem que o desmembramento não é feito com cerimônia, nem com seriedade, mas sim como qualquer outra tarefa diária.
O processo varia de caso pra caso. Em alguns os membros são cortados e entregados para assistentes, que os esmagam com pedras até viraram uma pasta que é misturada com tsampa. Em outros a pele é arrancada do corpo e atirada aos corvos. Os ossos eram triturados e também misturados com tsampa.
O governo chinês proibiu a prática em 1960, mas a legalizou novamente em 1980.


2 – Sati



O Sati (ou Suttee) é um costume hindu no qual a viúva se sacrifica queimando-se viva junto do marido em sua pira funerária.
Não se sabe a origem exata do costume. Embora ele seja associado com os indianos, práticas semelhantes ocorreram também entre os egípcios, chineses e vikings. A maior parte dos indianos nega que seja um costume hindu, visto que não consta nada a seu respeito em nenhum de seus textos sagrados.
O sati é supostamente um ato voluntário. Argumenta-se, no entanto, que muitas mulheres podem ver-se impelidas a cometê-lo por pressão da sociedade e dos familiares.
Muitas explicações foram dadas para a tradição. A mais óbvia delas é que a Índia é uma sociedade centrada no homem, as viúvas não podem casar novamente e são destinadas a passar o resto da vida à margem da sociedade. Alguns a atribuem o costume aos Rajputs que, há tempos, teriam perdido milhares de homens em combate com os muçulmanos, deixando varias viúvas que se sacrificaram para não cair nas mãos do inimigo.
Visto com horror pelos ocidentais o sati foi proibido pelo governo britânico em 1829, mas nunca foi extinto de fato. Desde a independência da Índia, em 1947, cerca de 40 casos foram noticiados. O mais recente deles aconteceu em 1987. A jovem Roop Kanwar, de 18, estava casada a apenas 8 meses quando seu marido faleceu em decorrência de uma apendicite. Os vizinhos disseram que no dia seguinte, durante seu funeral, a viúva apareceu, vestida com seu traje de casamento, sentou-se na pira, com a cabeça do marido no colo, e ordenou que acendessem as chamas. Cerca de 40 testemunhas foram presas acusadas de envolvimento na morte, mas ninguém testemunhou e, após 9 anos de disputa, os acusados foram inocentados.


1 – Auto-Mumificação



A auto-mumificação foi prática corrente entre um pequeno grupo de monges budistas do norte do Japão conhecidos como Sokushinbutsu. A fim de alcançar o status de Buda, os monges tiravam sua própria vida através de um processo de mumificação.
Por um período de três anos o monge se alimentava de uma dieta especial composta somente por nozes e sementes, acompanhada por um programa de atividades físicas rigorosas. Esse período visava acabar com toda a gordura de seu corpo.
Nos próximos outros três anos ele se alimentava somente de cascas de árvores e raízes e tomavam um chá venenoso feito da seiva da árvore de Urushi, que contém urushiol, substancia normalmente usada para embeber a ponta de lanças e flechas. Esse processo causava fortes vômitos e a perda sistemática dos fluidos corporais.
Finalmente o monge se trancava em uma tumba de pedra, pouco maior que seu corpo, onde permanecia imóvel na posição de lótus. Sua única conexão com o mundo exterior eram um tubo de ventilação e um sino. À cada dia ele tocava o sino uma vez. No dia que o sino não tocasse, seus amigos saberiam que ele estaria morto.
O processo longo e doloroso requeria muito de seus praticantes, mas nem todos tinham sucesso no fim. Algumas tumbas, quando abertas, conservavam apenas o corpo apodrecido de seu hóspede.
O governo japonês tentou proibir a prática no fim do século 19, mas ela continuou no século seguinte. Hoje a prática é proibida.


Saiba mais

Via: The List Universe